Eu não tenho conseguido perdoar minhas
Escolhas não voltam, e tem me tirado
O Sonho atualmente está
Dormente, a vida parece estar passando sem me
Esperar a compaixão dos outros é um
Defeito latente, mas que não consigo
Recuar é o que mais tenho
Feito de tudo um pouco pra afastar das
Pessoas não me devem nada, mas eu devo a
Elas me ajudam no que podem, o que faz aumentar
Minha divida acaba sendo com meus próprios
Desejos compartilhados são mais fáceis de ser
Realizados com seus amores e carreiras causam me
Inveja envenena o caminho do
Sucesso é uma questão de como você
Enxerga o que está diante dos
Olhos são covas a espera de
Codificar verdadeiras
Felicidades me esperam em algum
Lugar algum será melhor do que
Minha vida sou
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
counterpoint counterpoint counterpoint.
-Oi, lembra de mim?
-Nossa quanto tempo!
Por um momento, Aline achou que devia ter dito “saudade”, mas deve ter pensado que passaria por ridícula. Aliás, depois de tanto tempo, não sabia se a lacuna que sentia podia ser mesmo chamada de saudade. Cumpriu o convencional: abraço e dois beijinhos e em seguida se encolheu apertando a bolsa com as unhas, sem esconder o sorriso sem graça. Melhor seria se esconder.
Esse novo encontro fez Aline se lembrar do que já tinha superado.
No colégio, se sentia deslocada com as outras garotas. Ela adorava rir das besteiras que os garotos falavam e eles adoravam como ela era desbocada.Uma menina loirinha quase sempre tão calada falar tantos palavrões. Até tinha algumas com quem falava, mas quando os assuntos começavam a girar ao redor dos meninos ela perdia a variedade de conhecimento que tinha em outras coisas. Já estava com treze e nunca tinha beijado ninguém, e odiava ficar num ambiente onde a qualquer momento teria que falar sobre isso.
Aos poucos, Aline começou a reparar num guri. Cada coisa ou insight dele. Ela estava apaixonada e não sabia lidar com isso. Talvez fosse o modo como ele sempre se pergunta se "tudo bem?", ou como ele fazia comentários sarcásticos sobre bandas que ela adorava, ou como começavam falando de pudim e terminavam falando de suas projeções no futuro. Às vezes ele se debruçava e ficava olhando-a, até que ela se desse conta. Pra Aline, não tinha como tirar conclusão alguma disso.
Decidida, um dia escreveu uma carta com seus sentimentos e botou dentro de um caderno que ele, quase que semanalmente, pedia emprestado dela por ficar conversando nas aulas de geografia. O caderno foi e voltou sem que aparentemente ele tivesse percebido a carta. Depois disso, as conversas minguaram. Ele se em alguns projetos do Grêmio e ficou um bocado arrogante a medida que era elogiado.
No ano seguinte, mudaram de turma e quase nunca se falavam. Se bem que quando acontecia, ficavam longos minutos falando sobre o céu e a terra entre Blink e Mars Volta. Não era o bastante. No ultimo dia de aula, se despediram com um breve abraço
-Eu sei de alguém que gosta de você.
-Sei quem é
-E então?
-Espero que a gente não perca o contato, Aline.
Acabaram não se vendo nunca mais. Foram pra colégios diferentes. Ela namorou um cara com umas tattoos no braço. Dizem que era maconheiro, mas isso é suposição, assim como todas essas outras coisas que me contaram sobre ela nesses anos. Juntando as informações, acho que foi assim que foi mais ou menos assim até aqui.
Ficamos nos encarando ainda uns dois minutos, olhos nos olhos como nunca tínhamos ficado antes. Ainda tenho vergonha de ter lido a carta no caderno e não ter feito nada, ou de nunca ter abandonado meu porto seguro pra dizer o quanto eu a amava. Nunca superei o medo de ser rejeitado por ela, e preferi deixar que o tempo se encarregasse disso. Mesmo agora, com essas verdades lacunares, eu ainda tinha medo. Ela estava tão mais bonita e provavelmente não me perdoaria por ter negligenciado-a todo esse tempo. Ademais, as circunstancias eram outras.
Minha namorada me puxou pelo braço, e eu me despedi de Aline.
Mundo pequeno.
-Nossa quanto tempo!
Por um momento, Aline achou que devia ter dito “saudade”, mas deve ter pensado que passaria por ridícula. Aliás, depois de tanto tempo, não sabia se a lacuna que sentia podia ser mesmo chamada de saudade. Cumpriu o convencional: abraço e dois beijinhos e em seguida se encolheu apertando a bolsa com as unhas, sem esconder o sorriso sem graça. Melhor seria se esconder.
Esse novo encontro fez Aline se lembrar do que já tinha superado.
No colégio, se sentia deslocada com as outras garotas. Ela adorava rir das besteiras que os garotos falavam e eles adoravam como ela era desbocada.Uma menina loirinha quase sempre tão calada falar tantos palavrões. Até tinha algumas com quem falava, mas quando os assuntos começavam a girar ao redor dos meninos ela perdia a variedade de conhecimento que tinha em outras coisas. Já estava com treze e nunca tinha beijado ninguém, e odiava ficar num ambiente onde a qualquer momento teria que falar sobre isso.
Aos poucos, Aline começou a reparar num guri. Cada coisa ou insight dele. Ela estava apaixonada e não sabia lidar com isso. Talvez fosse o modo como ele sempre se pergunta se "tudo bem?", ou como ele fazia comentários sarcásticos sobre bandas que ela adorava, ou como começavam falando de pudim e terminavam falando de suas projeções no futuro. Às vezes ele se debruçava e ficava olhando-a, até que ela se desse conta. Pra Aline, não tinha como tirar conclusão alguma disso.
Decidida, um dia escreveu uma carta com seus sentimentos e botou dentro de um caderno que ele, quase que semanalmente, pedia emprestado dela por ficar conversando nas aulas de geografia. O caderno foi e voltou sem que aparentemente ele tivesse percebido a carta. Depois disso, as conversas minguaram. Ele se em alguns projetos do Grêmio e ficou um bocado arrogante a medida que era elogiado.
No ano seguinte, mudaram de turma e quase nunca se falavam. Se bem que quando acontecia, ficavam longos minutos falando sobre o céu e a terra entre Blink e Mars Volta. Não era o bastante. No ultimo dia de aula, se despediram com um breve abraço
-Eu sei de alguém que gosta de você.
-Sei quem é
-E então?
-Espero que a gente não perca o contato, Aline.
Acabaram não se vendo nunca mais. Foram pra colégios diferentes. Ela namorou um cara com umas tattoos no braço. Dizem que era maconheiro, mas isso é suposição, assim como todas essas outras coisas que me contaram sobre ela nesses anos. Juntando as informações, acho que foi assim que foi mais ou menos assim até aqui.
Ficamos nos encarando ainda uns dois minutos, olhos nos olhos como nunca tínhamos ficado antes. Ainda tenho vergonha de ter lido a carta no caderno e não ter feito nada, ou de nunca ter abandonado meu porto seguro pra dizer o quanto eu a amava. Nunca superei o medo de ser rejeitado por ela, e preferi deixar que o tempo se encarregasse disso. Mesmo agora, com essas verdades lacunares, eu ainda tinha medo. Ela estava tão mais bonita e provavelmente não me perdoaria por ter negligenciado-a todo esse tempo. Ademais, as circunstancias eram outras.
Minha namorada me puxou pelo braço, e eu me despedi de Aline.
Mundo pequeno.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Anacronismo.
É engraçado quando dois estranhos passam a sentir falta um do outro.
Por vezes sinto teu cheiro, o toque das tuas mãos. Me dá saudade.
Ninguem sabia pra onde iria dar, e agora trilhamos sonhos juntos.
Por vezes sinto teu cheiro, o toque das tuas mãos. Me dá saudade.
Ninguem sabia pra onde iria dar, e agora trilhamos sonhos juntos.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Estatuas
Uma certeza vaga
Pensada como escolha
Cansado de obedecer inferiores
Gravar e por nomes em senhoras e senhores
Antes mesmo de engolir, já te pedem pra arrotar
É necessario dormir mas é velado sonhar
E ainda tem que acordar
E ainda há de insistir
Que devia ser bom, não te merecem aqui
Se pode fazer melhor, o mundo não percebeu
será com sorte e suor
Siga e conquiste o que é teu...
Dançar em escolhas em regras
Com o medo de fracassar
Leões em guerra
Filas de espera
E a cura para todo mal estará
Se trabalha e confiar
Pensada como escolha
Cansado de obedecer inferiores
Gravar e por nomes em senhoras e senhores
Antes mesmo de engolir, já te pedem pra arrotar
É necessario dormir mas é velado sonhar
E ainda tem que acordar
E ainda há de insistir
Que devia ser bom, não te merecem aqui
Se pode fazer melhor, o mundo não percebeu
será com sorte e suor
Siga e conquiste o que é teu...
Dançar em escolhas em regras
Com o medo de fracassar
Leões em guerra
Filas de espera
E a cura para todo mal estará
Se trabalha e confiar
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Do amor.
Preciso dizer que te quero
Preciso fazer saber
Preciso de um verbo melhor pra definir
uma palavra que não se cale,
uma verdade que não se confunda,
uma expressão que não se compare
um sentimento em letras que deslize
da minha boca pro teu corpo
uma palavra que se possa guardar e
ao mesmo tempo se oferecer.
Que junte o meu carinho com minha lascivia crua
Preciso dizer que
A minha felicidade é estar unido a tua
Preciso fazer saber
Preciso de um verbo melhor pra definir
uma palavra que não se cale,
uma verdade que não se confunda,
uma expressão que não se compare
um sentimento em letras que deslize
da minha boca pro teu corpo
uma palavra que se possa guardar e
ao mesmo tempo se oferecer.
Que junte o meu carinho com minha lascivia crua
Preciso dizer que
A minha felicidade é estar unido a tua
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
-Paixão Nacional
Soneca: Pesquisa recente afirma que seios devem ter a mesma textura do Pudim de Leite: firmes, porém macios.
Eu: sempre achei um peito parecido com um pudim de leite
Soneca: Você é sortudo, então.Já achei uns que tavam mais pra pudim de pão ou gelatina...
eu: Pudim de pão foi foda. As únicas variações que lembro são pudim de leite ou flan.
Soneca: Flan?!
Eu: Tipo um pudim em copinho que vende no mercado...
Leo King: Pudim de pão ao menos é duro. O foda é que tem uns caroços meio estranhos.
Eu: Acho que esse lance de "uns caroços meio estranhos" devia ser tratado com seriedade por....... um medico.
Soneca: Mas, com flan, você já tá partindo pro tamanho. Eu só estava me referindo a textura...
Soneca: Pesquisa recente afirma que seios devem ter a mesma textura do Pudim de Leite: firmes, porém macios.
Eu: sempre achei um peito parecido com um pudim de leite
Soneca: Você é sortudo, então.Já achei uns que tavam mais pra pudim de pão ou gelatina...
eu: Pudim de pão foi foda. As únicas variações que lembro são pudim de leite ou flan.
Soneca: Flan?!
Eu: Tipo um pudim em copinho que vende no mercado...
Leo King: Pudim de pão ao menos é duro. O foda é que tem uns caroços meio estranhos.
Eu: Acho que esse lance de "uns caroços meio estranhos" devia ser tratado com seriedade por....... um medico.
Soneca: Mas, com flan, você já tá partindo pro tamanho. Eu só estava me referindo a textura...
domingo, 24 de outubro de 2010
Sparring.
O suor descia lento pela testa,
pisquei os olhos, deixando a guarda aberta.
Uma marreta em forma de punho avança pela fresta:
Mandíbula a se esfacelar num atordoante golpe de direita
os pés tropeçam, a reação adormece.
O rinoceronte tomba.
Flashes piscam e vultos aparecem
Colorem-se manchas de Suvinil vermelha
A contagem próxima de zerar
O amigo chora, o rapaz baixa o olhar
Seus fãs perderam a fé
Não há dor maior que ser derrotado diante de sua cidade natal
Sorrir com a boca cheia de terra
Temperada com lágrimas de sal...
pisquei os olhos, deixando a guarda aberta.
Uma marreta em forma de punho avança pela fresta:
Mandíbula a se esfacelar num atordoante golpe de direita
os pés tropeçam, a reação adormece.
O rinoceronte tomba.
Flashes piscam e vultos aparecem
Colorem-se manchas de Suvinil vermelha
A contagem próxima de zerar
O amigo chora, o rapaz baixa o olhar
Seus fãs perderam a fé
Não há dor maior que ser derrotado diante de sua cidade natal
Sorrir com a boca cheia de terra
Temperada com lágrimas de sal...
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